Os economistas norte-americanos Robert Hall, de 83 anos, da Universidade de Stanford, e Michael Woodford, de 70, da Universidade de Columbia, são os vencedores do Prêmio de Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel de 2026. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (12), em Estocolmo, na Suécia.
A dupla foi reconhecida por décadas de pesquisa na construção de modelos básicos para estabilizar economias. Essas ferramentas são usadas hoje por bancos centrais e ministérios da Fazenda em vários países para orientar decisões sobre juros e inflação.
Entre as ideias associadas aos premiados estão:
- Orientação prospectiva: a prática de o banco central comunicar qual deve ser o caminho futuro dos juros, considerada por Woodford essencial na resposta à crise financeira de 2008 e 2009;
- Juros como instrumento: Woodford mostrou que os bancos centrais podem estimular ou frear a economia ajustando a taxa de juros, e não só a quantidade de dinheiro em circulação;
- Consumo e expectativas: em um estudo de 1978, Hall apontou que as decisões de consumo das famílias revelam o que elas esperam do futuro.
Segundo o presidente do comitê do prêmio, John Hassler, o trabalho dos dois deixou o mundo “mais bem preparado para lidar com choques na economia”. Hall descreveu a premiação como uma surpresa.
Os vencedores dividem 12 milhões de coroas suecas, cerca de US$ 1,2 milhão. O prêmio de Economia é o último da temporada do Nobel e foi criado em 1969 pelo banco central sueco. Em 2025, os laureados foram Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt.
Fonte: Portal do Holanda / Reuters
Prédio principal da Academia Real Sueca de Ciências, em Estocolmo, instituição que concede o prêmio de Economia (imagem ilustrativa). Foto: I99pema (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons.