O Amazonas aparece na última posição entre as 27 unidades da Federação no Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade (IRBES), levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) feito com dados de 2023. O estado obteve índice de 162,38.
O indicador cruza dois fatores: o peso da arrecadação de tributos estaduais em relação ao PIB (que responde por 15% da nota) e o índice de desenvolvimento humano (85%). Repasses federais constitucionais não entram na conta. No Amazonas, os tributos estaduais equivalem a 10,54% do PIB.
Como ficou o ranking:
- Primeiras posições: Distrito Federal (176,83), São Paulo (175,03), Santa Catarina (174,93), Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
- Últimas posições: Piauí (23º), Alagoas (24º), Maranhão (25º), Acre (26º) e Amazonas (27º).
- Região Norte: Tocantins teve o melhor resultado (14º), seguido de Amapá (16º), Roraima (18º), Pará (19º) e Rondônia (20º).
Ouvido pelo Amazonas Atual, o economista Francisco de Assis Mourão Júnior avaliou que o dado, sozinho, não indica se o estado arrecada muito ou pouco, mas aponta distância entre a riqueza gerada e os resultados sociais. Ele citou a concentração da economia em Manaus e as dificuldades de acesso aos 62 municípios, muitas vezes dependentes dos rios, e defendeu ampliar atividades econômicas no interior.
O presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, coautor do estudo, afirmou que uma aplicação mais eficiente dos recursos, com foco em saúde, educação, segurança e infraestrutura, poderia melhorar o bem-estar da população. A reportagem ressalta que o levantamento, por si só, não permite concluir que há má aplicação de dinheiro público.
Fonte: Amazonas Atual
Vista parcial de Manaus (imagem ilustrativa). Foto: Daniela de Oliveira Moraes (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons.