O município de Autazes, a cerca de 112 km de Manaus, registrou nesta terça-feira (13) a pior qualidade do ar entre as cidades monitoradas no Amazonas. O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA) marcou 750,7 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de material particulado fino, o MP2,5, presente principalmente na fumaça das queimadas.
Para o sistema, a partir de 125 µg/m³ o ar já é considerado “péssimo”. Ou seja, a concentração medida em Autazes ficou cerca de seis vezes acima desse limite. Essas partículas são tão pequenas que podem chegar aos pulmões e à corrente sanguínea, provocando tosse, irritação e falta de ar, além de piorar doenças respiratórias e cardíacas.
A Defesa Civil do Amazonas, por meio do Centro Estadual de Monitoramento e Alerta (Cemoa), emitiu às 8h desta terça um alerta de nível severo para as áreas urbanas de Maués e Careiro, onde os sensores estimaram mais de 125 µg/m³ em 24 horas. O alerta vale até as 8h desta quarta-feira (14) e pode ser prorrogado.
Um segundo alerta, também desta terça, cobre 17 municípios com qualidade do ar entre “ruim” e “muito ruim” (MP2,5 entre 50 e 125 µg/m³):
- Apuí, Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Borba, Careiro da Várzea e Iranduba;
- Itacoatiara, Itapiranga, Manaquiri, Manaus, Nhamundá e Novo Airão;
- Novo Aripuanã, Parintins, Rio Preto da Eva, São Sebastião do Uatumã e Silves.
Segundo a reportagem, o Amazonas somou 1.380 focos de incêndio nos dez primeiros dias de outubro, um aumento de 271% em relação ao mesmo período de 2025.
Fonte: Amazonas Atual
Lago do Tucunaré, na comunidade Santa Luzia, em Autazes (imagem ilustrativa, de arquivo). Foto: Dnsantos (CC BY-SA 3.0), via Wikimedia Commons.