A Microsoft apresentou nesta segunda-feira (12) o Maia 300, seu novo chip de inteligência artificial. O processador faz parte da estratégia da empresa de usar hardware próprio nos seus centros de dados, em vez de depender apenas de chips de terceiros.
Segundo a própria Microsoft, o Maia 300 deve processar cerca de 40% mais tokens por megawatt de energia do que os principais sistemas baseados em GPUs disponíveis no mercado. Tokens são as unidades de texto que a IA lê e gera em cada resposta. A empresa também afirma que o chip tem a maior largura de banda de memória da sua categoria.
O Maia deve ser o principal sistema de inferência de IA da empresa, ou seja, a parte que responde às consultas dos usuários nos produtos e serviços da companhia. A instalação na infraestrutura de nuvem começa em 2027, ao lado do Maia 200, o modelo anterior, e a Microsoft espera operar vários gigawatts de carga de IA em hardware Maia a partir do ano que vem.
Todos os números são projeções divulgadas pela empresa e não foram verificados de forma independente. O movimento acompanha uma tendência entre as grandes empresas de IA de desenvolver chips próprios para reduzir a dependência de componentes caros de terceiros.
Fonte: Diário do Grande ABC (texto da Broadcast, do Grupo Estado)
Corredor de racks de servidores em um data center (imagem ilustrativa). Foto: Carl Lender (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons.