A estiagem na região amazônica deve atingir sua fase mais crítica no fim de outubro e pode encarecer a logística das fabricantes de motocicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus. A avaliação é da Abraciclo, associação que representa o setor, segundo reportagem do portal AutoData publicada nesta terça-feira (13).
Manaus depende principalmente do transporte por rios para receber insumos e escoar a produção, já que o frete aéreo é muito caro. Na seca severa de 2023, a descida do nível dos rios deixou os principais portos da capital inacessíveis.
De acordo com o presidente da Abraciclo, Marcos Bento, as empresas aprenderam com aquele ano e adotaram medidas para reduzir a dependência da chegada de navios durante a vazante:
- planejamento logístico reforçado e maior controle de estoques;
- previsões diárias do nível dos rios, que permitem antecipar decisões;
- portos avançados, construídos com investimento privado e apoio público, em trechos que continuam navegáveis;
- ampliação do monitoramento, dragagem e simplificação de procedimentos por parte das autoridades.
Mesmo assim, o dirigente afirmou que a seca continuará severa e poderá gerar situações críticas no porto principal. Ele disse não esperar paralisação das fábricas de motos, mas reconheceu que algum aumento de custo é provável, inclusive porque as rotas alternativas disputam espaço com cargas essenciais, como alimentos e remédios.
Apesar do cenário, o setor mantém a expectativa de cumprir as projeções de produção para 2026. Bento classificou o período como “um momento de desafio”.
Fonte: AutoData
Porto de Manaus, às margens do rio Negro (imagem ilustrativa, de 2012). Foto: Portal da Copa (CC BY 3.0 BR), via Wikimedia Commons.