Uma nota técnica do Observatório de Clima e Saúde da Fiocruz e da Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde alerta para os riscos da fumaça das queimadas à saúde de comunidades indígenas no Amazonas. Segundo o documento, 11 polos-base de saúde indígena ligados ao Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Manaus demandam atenção. As informações foram divulgadas pelo Metrópoles nesta terça-feira (13).
A reportagem cita localidades em Beruri, Careiro Castanho, Manacapuru, Anamã e Rio Preto da Eva entre as áreas afetadas. Conforme a nota, a fumaça pode agravar vulnerabilidades já existentes nessas comunidades, como dificuldades de deslocamento e de acesso a atendimento especializado.
Os números de poluição em Manaus também chamam atenção:
- no dia 8 de outubro, a estação FioAres, da Fiocruz, registrou pico de 235 µg/m³ de partículas finas (PM2,5) às 23h, cerca de nove vezes o valor de referência da OMS, de 25 µg/m³;
- nos dias 8 e 9, as concentrações ficaram perto de 200 µg/m³;
- no dia 10, os índices ficaram próximos de 100 µg/m³.
Dados atribuídos ao Censipam mostram que o Amazonas teve 1.380 focos de incêndio entre 1º e 10 de outubro; 116 deles (8,4%) em terras indígenas. A exposição ao PM2,5 é associada por estudos ao agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares.
A reportagem também menciona atualização da agência americana NOAA, de 8 de outubro, que aponta fortalecimento do El Niño em 2026 e 2027, fenômeno que pode deixar partes da Amazônia mais secas.
Fonte: Metrópoles
Fumaça de queimadas sobre Manaus durante a seca de 2005 (imagem ilustrativa). Foto: James Martins (CC BY 3.0), via Wikimedia Commons.